Missões

“Estende a tua caridade por todo o orbe se queres amar a Cristo, pois os membros de Cristo jazem por todo o mundo.”
358 Exp.ep.ad parth., 10,8.

O primeiro itinerário missionário recoleto partiu de Madri e seria seguido por muitas outras expedições de apóstolos recoletos nos quase quatrocentos anos de história missionária da Ordem.

O zelo pelas almas que ardia no coração dos agostinianos recoletos fizeram passar a muitos, a prova suprema do amor de Deus, derramando seu sangue por aquele mediador que deu a sua vida por nossa salvação.

A orientação prática para uma vida mais apostólica e missionária, adotada pela Recoleção a partir de 1835, foi ratificada oficialmente pelo Capítulo geral da Congregação realizado em San Millán de la Cogolla, em julho de 1908.  “Na determinação 28 afirma-se que o fim atual de nossa Congregação é a vida apostólica em todas as suas manifestações, quais sejam, o ensino, e, sobretudo as missões. E para tal objetivo há de dirigir seus esforços, utilizando para tanto todos os recursos de que possa dispor” 38.

Como nos tempos apostólicos também hoje a missão é difícil e complexa, e como os apóstolos o missionário necessita da coragem e da luz do Espírito Santo. As palavras do concílio e dos papas são eco dos ensinamentos e da vida de Santo Agostinho, que estava bem persuadido da necessidade de combinar a contemplação com o mistério, a vida interior com o apostolado.  João PauloII afirmou de modo categórico: “O fruto da missão depende em grande parte da contemplação” e acrescenta: ”O missionário, se não é contemplativo, não pode anunciar Cristo de modo crível.” O que Jesus espera de nós?  Ele nos chama “para estar com ele”. Toda missão começa com um tempo de permanência junto a Jesus. Ali, bem perto, podemos ouvir suas palavras e contemplar os seus gestos. Depois de algum tempo, assimilaremos o seu jeito de ser e, só então, teremos condição de sair em direção ao outro para transmitir a única mensagem que vale a pena: o próprio Senhor.

Os agostinianos Recoletos do Brasil, no Vicariato São Tomás de Vilanova, tem uma tradição missionária. As Prelazias de Lábrea e de Marajó vieram oferecer a Ordem a oportunidade de se engajar na Obra da Evangelização dos Povos.
O missionário servindo-se do lombo de animais ou de embarcações faz parada em cada pequeno povoado e dedica-se ao atendimento da catequese, celebração eucarística, batizados e casamentos. A atividade envolve também, o aspecto social, por se tratar de regiões carentes ou de pouco progresso.

Há, por isso, a preocupação pela saúde, que leva os missionários a prestarem serviços de enfermagem, e socorrerem a população com medicamentos; pela educação, refletida na existência de estabelecimentos de ensino por iniciativa das Prelazias; pela promoção social, retratada na existência de entidades que têm essa finalidade, tais como cooperativas, serrarias, marcenarias, fábricas de tijolos e telhas.

 


 

 

 

 
 
 
 
 
 
       
 
       
     
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